PODCAST - Mídia Interna
30 de Abril de 2008PODCAST - PROGRAMA PUBLISTORM
» Tema: MÍDIA INTERNA
» Participantes: Felipe Agnello, David Lineu, João Paulo Benassi e Vinicius Machado
» Coordenação: Afrísio Lucas Junior
» Local: Rádio Cesumar Maringá (94,3 FM)
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MÍDIA INTERNA
Podemos definir mídia interna ou mídia indoor como uma forma de comunicação com o público dentro de um determinado ambiente, seja ele um prédio, um shopping, um banheiro, um mercado ou qualquer outro lugar. Esse tipo de mídia vem crescendo em grande escala com as agências tentando atingir de varias formas seu público.
Em São Paulo, por exemplo, as Mídias Exteriores como: outdoors, placas e fachadas foram proibidas pela lei cidade limpa. Com isso as agências têm que procurar novos meios de atingir o seu público alvo. Um desses locais é o metro de São Paulo que tem seu crescimento em faturamento com publicidade estimado em 30%. Um anúncio nas portas de um trem, por exemplo, rende à empresa R$ 15.142 por mês. Uma volta em qualquer estação da companhia revela a mudança. Propagandas de filmes, celulares, faculdades e chocolates preenchem o cenário onde 2,8 milhões de pessoas passam todos os dias.
A criatividade dos publicitários tem inovado cada vez mais. Sobrou até para as catracas do Metrô. Desde dezembro do ano passado, a agência Monster Mídia Brasil entrou no mercado com contrato de exclusividade para a exploração de anúncios em catracas das estações. A agência também vai controlar a publicidade nas catracas dos principais estádios do País. No exterior, a Monster Mídia é especialista neste tipo de anúncio.
A Monster Mídia fechou a primeira campanha no Metrô com a Nestlé. A multinacional alimentícia comprou espaço em todas as estações para anunciar três de suas marcas de chocolate. O diretor comercial da agência, Marcelo Rocha, diz que um dos motivos para a Monster Mídia se instalar em São Paulo foi a Lei Cidade Limpa.
Outras formas de mídia indoor também começaram a aparecer na cidade. Alguns ônibus da frota municipal contam com displays digitais que, além de anúncio, trazem conteúdo próprio. O mesmo acontece em drogarias, livrarias e em alguns shoppings. Para a professora da ESPM, o grande desafio desta nova mídia será trazer opções de qualidade para o público. “Essas novas plataformas precisam se aprimorar em termos de conteúdo. Quem anda de ônibus, assiste todo dia a estes programas. É preciso um conteúdo bom, do contrário não há interesse para o mercado anunciante”, analisa.
TVS DE VAREJO
Outro tipo de mídia interna que vem crescendo muito são as chamadas TVs de Varejo, que nada mais são do que TVs com anúncios de produtos dos próprios pontos de venda. É difícil imaginar que o consumidor saia de casa para assistir à televisão em um supermercado. Mas é exatamente nisso que grandes varejistas, como Carrefour e Wal-Mart, acreditam com fervor cada vez maior. O negócio das redes de varejo continua a ser a construção de uma ponte entre os fabricantes e o consumidor final. Mas, hoje, em meio às gôndolas de molho de tomate, detergente e sabão em pó de lojas do Carrefour e do Wal-Mart, encontram-se telas de 40 polegadas que transmitem programas, notícias e, sobretudo, anúncios de produtos oferecidos a poucos passos de distância.
Trata-se de mais uma prova do poder exercido pelo ponto-de-venda. Pesquisas apontam que 75% das decisões de compra são tomadas dentro da loja. Apoiados nelas, os varejistas tentam com seus canais exclusivos convencer o cliente a comprar algo que está fora de sua lista de supermercado. Eles descobriram, também, que poderiam unir o útil ao agradável e, assim, transformaram suas TVs de ponto-de-venda numa fonte extra de renda, com a venda dos anúncios para seus fornecedores.
Essas mini-emissoras são montadas em parceria com empresas especializadas, responsáveis pela tecnologia de transmissão, produção dos programas e venda dos anúncios. O varejista entra com a instalação dos aparelhos e a carteira de fornecedores como potenciais anunciantes e, em troca, recebe parte da receita publicitária — valor que, no Brasil, fica em torno de 15% da receita total.
Tanto o Carrefour quanto o Wal-Mart não divulgam dados, mas estima-se que projetos como os implantados pelas duas redes tenham potencial de alcançar uma receita anual de 70 milhões de reais.
A TV do varejo já existe há pelo menos dez anos, mas seu crescimento efetivo como ferramenta de marketing aconteceu, de maneira mais intensa, nos últimos dois anos. O impulso ocorreu graças à popularização das telas de plasma e LCD, que tornou viável a implantação de redes de TV nas lojas — antes o custo era proibitivo e o formato dos televisores era pouco prático. Ao mesmo tempo, crescia o interesse pela chamada mídia alternativa, o que colocou a TV do varejo no mesmo patamar da publicidade online, de entretenimento e de guerrilha. Uma pesquisa da consultoria PQ Media aponta que entre 2002 e 2007 a mídia alternativa dobrou sua representação no bolo publicitário americano, passando de 8% do total dos investimentos para 16%.
No Brasil, os números das TVs de ponto-de-venda são ainda modestos quando comparados com as estatísticas americanas. Juntos, Carrefour e Wal-Mart têm um público estimado em 42 milhões de espectadores por mês. A rede francesa reúne 112 lojas equipadas com o sistema, enquanto na subsidiária brasileira do Wal-Mart são 98 unidades. Os primeiros testes, segundo as redes de supermercados, são animadores. “Uma propaganda piloto de uma marca de adoçantes exibida nas lojas levou a um aumento de 70% nas vendas do produto e de 20% em toda a categoria”, diz Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. “Esse tipo de publicidade não só ajuda a aumentar as vendas por impulso como também estimula o cliente a experimentar lançamentos.
OUTROS TIPOS DE MÍDIA INTERNA
Na verdade o mercado de mídia interna abrange um leque enorme de possibilidades. Desde uma TV com anúncios em um shopping, assim como um cartaz em um banheiro. Toda a comunicação que é feita em ambientes internos, sejam eles quais forem, podem ser considerados como Mídia Interna.
Um exemplo que muitos conhecem acontece exatamente em shoppings. Nesses locais, podemos ver diversos tipos de adesivagens, em escadas rolantes, em paredes, teto, portas automáticas, etc. A Mídia Interna, se mostra muito eficiente justamente pela possibilidade de se segmentar o público alvo, atingindo exatamente os pontos necessários e com uma precisão muito maior. Com a proibição dos anúncios exteriores em São Paulo, por exemplo, a mídia interna se desenvolveu muito. Essa proibição já é estudada em outras cidades no Brasil, com isso é bem provável que a Mídia Interna se desenvolva cada vez mais, e as agências criem peças espetaculares.




