Arquivo do mês: Abril, 2008

Os novos concorrentes das emissoras

12 de Abril de 2008

tv no mercado

É difícil imaginar que o consumidor saia de casa para assistir à televisão em um supermercado. Mas é exatamente nisso que grandes varejistas, como Carrefour e Wal-Mart, acreditam com fervor cada vez maior. O negócio das redes de varejo continua a ser a construção de uma ponte entre os fabricantes e o consumidor final. Mas, hoje, em meio às gôndolas de molho de tomate, detergente e sabão em pó de lojas do Carrefour e do Wal-Mart, encontram-se telas de 40 polegadas que transmitem programas, notícias e, sobretudo, anúncios de produtos oferecidos a poucos passos de distância. Trata-se de mais uma prova do poder exercido pelo ponto-de-venda. Pesquisas apontam que 75% das decisões de compra são tomadas dentro da loja. Apoiados nelas, os varejistas tentam com seus canais exclusivos convencer o cliente a comprar algo que está fora de sua lista de supermercado. Eles descobriram, também, que poderiam unir o útil ao agradável e, assim, transformaram suas TVs de ponto-de-venda numa fonte extra de renda, com a venda dos anúncios para seus fornecedores. Essas miniemissoras são montadas em parceria com empresas especializadas, responsáveis pela tecnologia de transmissão, produção dos programas e venda dos anúncios. O varejista entra com a instalação dos aparelhos e a carteira de fornecedores como potenciais anunciantes e, em troca, recebe parte da receita publicitária — valor que, no Brasil, fica em torno de 15% da receita total. Tanto o Carrefour quanto o Wal-Mart não divulgam dados, mas estima-se que projetos como os implantados pelas duas redes tenham potencial de alcançar uma receita anual de 70 milhões de reais.

A TV do varejo já existe há pelo menos dez anos, mas seu crescimento efetivo como ferramenta de marketing aconteceu, de maneira mais intensa, nos últimos dois anos. O impulso ocorreu graças à popularização das telas de plasma e LCD, que tornou viável a implantação de redes de TV nas lojas — antes o custo era proibitivo e o formato dos televisores era pouco prático. Ao mesmo tempo, crescia o interesse pela chamada mídia alternativa, o que colocou a TV do varejo no mesmo patamar da publicidade online, de entretenimento e de guerrilha. Uma pesquisa da consultoria PQ Media aponta que entre 2002 e 2007 a mídia alternativa dobrou sua representação no bolo publicitário americano, passando de 8% do total dos investimentos para 16%. Nos Estados Unidos, a primeira grande rede a investir no potencial da TV de varejo foi o Wal-Mart. A maior rede de supermercados do mundo instalou 125 000 aparelhos de plasma e LCD em 4 000 lojas, que exibem programação contínua para um público estimado em 127 milhões de pessoas por semana — números que tornam a rede a quarta maior emissora do país, atrás de NBC, ABC e CBS. O canal do Wal-Mart conta com mais de 200 anunciantes. Estima-se que o canal exclusivo da empresa fundada por Sam Walton tenha faturado 100 milhões de dólares no ano passado.

NO BRASIL
No Brasil, os números das TVs de ponto-de-venda são ainda modestos quando comparados com as estatísticas americanas. Juntos, Carrefour e Wal-Mart têm um público estimado em 42 milhões de espectadores por mês (veja quadro). A rede francesa reúne 112 lojas equipadas com o sistema, enquanto na subsidiária brasileira do Wal-Mart são 98 unidades. Os primeiros testes, segundo as redes de supermercados, são animadores. “Uma propaganda piloto de uma marca de adoçantes exibida nas lojas levou a um aumento de 70% nas vendas do produto e de 20% em toda a categoria”, diz Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. “Esse tipo de publicidade não só ajuda a aumentar as vendas por impulso como também estimula o cliente a experimentar lançamentos.” No entanto, pesquisa encomendada ao instituto Ipsos pela Subway Link, a produtora de TV responsável pelos programas exibidos nas lojas brasileiras do Wal-Mart, mostra que os consumidores que se transformam em telespectadores ainda são minoria. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados se lembraram de imediato das telas instaladas nas lojas — quando estimulados pelo entrevistador, outros 69% afirmaram ter notado as TVs. Considerando ambos os grupos, 25% dos entrevistados disseram se lembrar de alguma propaganda exibida. “A publicidade nas TVs de varejo tem apresentado taxas muito altas de lembrança por parte dos consumidores. Mas é preciso aprofundar as metodologias de pesquisa nessa área”, diz Patrick Quinn, presidente da consultoria americana PQ Media.

As redes de TV de ponto-de-venda vêm crescendo nos Estados Unidos dentro de um contexto específico. As grandes emissoras de televisão aberta enfrentam cada vez mais dificuldades de manter a atenção do espectador durante os intervalos comerciais — que, graças a dispositivos eletrônicos como o TiVo, simplesmente pode eliminar a publicidade da programação. Com as TVs de varejo, os anunciantes ganharam mais uma maneira de atingir seu público sem correr esse risco. No Brasil, esse tipo de publicidade tem se revelado uma opção ao outdoor, depois que a prefeitura da cidade de São Paulo, maior mercado consumidor do país, proibiu propaganda em locais públicos — uma iniciativa que já começa a ser discutida em outras capitais brasileiras. Além do Carrefour e do Wal-Mart, já é possível encontrar TVs de ponto-de-venda na rede de lojas de brinquedos Ri Happy, na cadeia de fast food Habib’s e na cafeteria Fran’s Café. Recentemente, o grupo Pão de Açúcar anunciou que iniciará testes com um sistema semelhante ao do Carrefour em cinco lojas do hipermercado Extra. Em breve, a Lojas Americanas também implantará seu canal em 250 de suas 450 unidades. As cifras desses projetos ainda são diminutas, mas as emissoras de televisão, definitivamente, ganharam novos concorrentes.

Fonte: Exame

Internet vira vitrine para profissionais

6 de Abril de 2008

Um vídeo com mais de 100 mil acessos no YouTube chamou a atenção de um dos diretores da produtora Maria Bonita Filmes, Dudu Venturi. “O vídeo estava em destaque em um portal, por ter muitos acessos e ter sido feito por brasileiros.

Era uma refilmagem de uma cena de tiroteio do filme Matrix, muito bem feita”, conta. Venturi foi atrás dos responsáveis e descobriu que eram estudantes da USP, e que o vídeo fora produzido com um orçamento de R$ 200. “Fiquei impressionado quando vi o making of do projeto, e chamei os garotos para conversar.”

Foi assim que surgiu o grupo Cromossomos, formado por sete jovens que hoje trabalham na criação de novos projetos e produtos dentro da Maria Bonita. “Sabíamos que era um bom material, mas não imaginamos que teria tanto alcance”, diz João Henrique Crema, um dos criadores. “A internet permitiu a divulgação rápida do nosso trabalho, e isso deve se tornar cada vez mais comum no futuro. Na área de audiovisual, já é realidade”, diz Max Röhrig, outro dos criadores. Também estão no grupo Bruno Raphael, Eric Honda, Pedro Aguilera, Daniela Libardi e Pedro Carvalho.

Empresas de comunicação, marketing e tecnologia têm usado recursos de internet para conhecer melhor o trabalho de possíveis profissionais. O YouTube, o DeviantArt, de artes gráficas, e dezenas de sites para músicas tornaram-se vitrines para empresas locais e multinacionais. A gravadora brasileira Trama também trabalha com artistas que têm músicas na internet.

“Isso é mais comum para cargos operacionais e gerências, mas aos poucos deve alcançar níveis hierárquicos mais altos”, diz a consultora Mara Turolla, responsável pelos programas de Desenvolvimento Executivo da consultoria Carreer Center. “Além disso, ramos mais tradicionais, como a indústria e o varejo, ainda não estão acostumados com essas ferramentas.”

Ela afirma que, para cargos de diretoria ou acima, a internet é mais uma ferramenta para se trabalhar a imagem do executivo do que para pleitear crescimento profissional. “Ter artigos publicados ou palestras disponíveis na internet pode ser interessante.” Entre as redes de relacionamento, ela cita os fóruns de discussão das escolas de negócios e o LinkedIn.com como recursos válidos para se expor e conhecer pessoas. “São redes focadas em negócios, não em informações pessoais.”

Gladys Zrncevich, sócia da consultoria A2Z, diz que os executivos que atualmente ocupam altos cargos nas corporações não utilizam a internet como ferramenta para conhecer possíveis colegas, fazer network ou buscar novos desafios. “Quando essas pessoas cresceram no mercado, a internet não existia ou estava no início.” Ela não nega, porém, que entre os jovens executivos a utilização da internet é muito maior. “Não sabemos como vai ser o network dessas pessoas no futuro. Mas será diferente, mais informatizado.”

Segue o Vídeo:

Fonte: IG

Microsoft avalia proposta por Yahoo!

6 de Abril de 2008

Yahoo! Microsoft

A Microsoft está avaliando sua proposta pelo Yahoo porque a companhia de Internet pode ter perdido valor desde que fez sua oferta, disse uma fonte familiar com o assunto nesta sexta-feira.

A notícia, reportada primeiro pela Reuters, derrubou as ações do Yahoo em mais de 5 por cento no pregão eletrônico. Uma porta-voz do Yahoo não quis comentar o assunto. A Microsoft não estava disponível imediatamente para comentário.

O Yahoo rejeitou a oferta da Microsoft feita no dia 31 de janeiro, dizendo que ela “subvalorizava essencialmente” a companhia.

A proposta avaliou inicialmente o Yahoo em 44,6 bilhões de dólares, mas atualmente a companhia vale aproximadamente 42 bilhões de dólares.

A Microsoft tenta repetidamente engatar o conselho do Yahoo em discussões, disse a fonte. Mas o mercado deteriorou e as mudanças em negócios do Yahoo podem ter derrubado o valor para abaixo da quantia oferecida inicialmente pela Microsoft, afirmou a fonte.

Ações do Yahoo caíram para 26,81 dólares no pregão eletrônico depois de fecharem o pregão de sexta-feira com alta de 0,82 por cento no Nasdaq. Ações da Microsoft subiram 24 centavos depois de subirem 0,55 por cento a 29,16 dólares.

Mídia Externa Playboy

5 de Abril de 2008

Mídia externa da Playboy, usando de iluminação para passar a mensagem ao consumidor. Muito bem elaborada por sinal.

Midia Externa Playboy

Agência: Philipp und Keuntje, Alemanha

Nova campanha Citröen C4 Pallas

3 de Abril de 2008

A nova campanha do carro da Citroen C4 Pallas que começou a ser veiculado dia 24 de março de 2008 traz o próprio carro como estrela principal. Após o sucesso do lançamento do sedã de luxo da Citroën, em julho de 2007, a nova campanha destaca os diferenciais exclusivos do C4 Pallas mostrando seu moderno design, tecnologia de ponta e equipamentos únicos, além dos detalhes internos e externos mais marcantes como câmbio automático, painel, volante com comandos centrais fixos e os faróis de xênon.Uma cena interna mostra a mão do motorista utilizando o câmbio automático no modo seqüencial.

O locutor enfatiza que o câmbio se adapta ao estilo de dirigir do motorista. O vídeo conta com a participação do ator Jack Bauer dando a idéia de que fora do carro tudo é um caos, mas dentro dele não há preocupação. As cenas de aeroporto foram feitas no Aeroporto de Punta del Este, no Uruguai, considerado um dos mais avançados da América Latina. Já as cenas do carro sobre trilhos de um trem-bala foram criadas em animação digital pela Vetor Zero.

Fonte: vitrinepublicitária.net

Marketing viral via blogs em campanha de Carro da Citroen C4Pallas.

3 de Abril de 2008

c4

No domingo do dia 10 de junho de 2007 muitos internautas navegavam tranquilamente pelas páginas de alguns dos principais portais do país, quando alguns se depararam com uma foto de um asteróide se aproximando da órbita terrestre. A legenda era assustadora: “Asteróide Pallas pode se chocar com a Terra”. A curiosidade e a apreensão certamente impediram muitos de lerem a legenda “publicidade” que figurava discretamente logo abaixo da “manchete”.

Ao clicarem na foto, se deparavam com um site de um certo “Mundo da Astronomia”, o qual informava que um desconhecido grupo de astrônomos amadores afirmava, com todas as letras, que o asteróide Pallas entraria em rota de colisão com a Terra no final do mês de julho. O susto foi grande: desesperados com a iminência do roteiro do filme “Impacto Profundo” virar uma terrível realidade, muitas pessoas começaram a espalhar a notícia para parentes e amigos, que, por sua vez, passavam para mais pessoas e assim por diante, causando estupefação e até mesmo pânico em alguns casos.

A peça publicitária continuou no ar até a manhã da segunda-feira 11, causando comoção e polêmica, quando os principais veículos de comunicação que divulgaram a campanha a retiraram abruptamente do ar. Alguns, como o UOL, publicaram um esclarecimento sobre o assunto, enquanto outros optaram pelo silêncio. A partir daí, como se dizia antigamente, “a ficha caiu”. Aquela nota apocalíptica era nada mais, nada menos, do que uma peça de marketing viral, feita para divulgar o lançamento do carro da Citroen, o C4Pallas, 2007.

Fonte: UOL

Globo estréia nova logomarca

2 de Abril de 2008

logomarca globo
Nova logomarca da Globo

Logo Globo
Antiga logomarca da Globo

É isso mesmo. A Rede globo de televisão estreou no ultiumo dia 31 de Março a nova logomarca da emissora. Trabalhada por Hans Donner e sua Equipe, a nova logomarca vem para se adequar a era Digital. O seu centro está um pouco mais espaçado e achatado simulando uma tela wide, enquanto os tradicionais triangulos ao fundo, foram substituidos por linhas.

As mudanças foram poucas, porém, na minha opinião deram um toque especial sem perder as características anteriores. E podem ter certeza que a Globo irá mudar várias de suas lgomarcas de programas, atrativos e quem sabe até cenários. Novos tempos, novos Designs. E que venha Hans Donner!