A pesquisa do Ibope Monitor sobre os investimentos em mídia do primeiro trimestre de 2008 aponta a Y&R como a líder em faturamento do mercado brasileiro de publicidade com R$ 946,480 milhões. Como o estudo não inclui o mês de abril e nem os primeiros 15 dias de maio, a Y&R já ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão de faturamento nesse hiato com bases nos preços cheios de tabela dos veículos de comunicação e sem os descontos negociados com agências e anunciantes. A diferença da Y&R sobre suas concorrentes inclui o peso da conta das Casas Bahia, anunciante que contabiliza cerca de R$ 2 bilhões de autorizações de mídia por ano, sem descontos. A AlmapBBDO aparece em segundo lugar com R$ 352,193 milhões e a JWT, com R$ 345.588 milhões em terceiro. A quarta colocada é a McCann Erickson com R$ 277.817 milhões e a quinta a DM9DDB com R$ 256.783 milhões. A Africa aparece na sexta posição com um faturamenhto bruto de R$ 236.613 milhões seguida da NeogamaBBH com R$ 220.942 milhões. As informações estão disponíveis no site www.ibope.com.br no link Almanaque.
Aos 40 anos, o publicitário Mauricio Eugenio comanda hoje o grupo Eugenio, formado por cinco empresas que, no último ano, registrou crescimento de 400% sobre o ano anterior.
Aos 12 anos, Eugenio entrou na agência Nova Mídia como office boy. A empresa tinha um setor voltado para o mercado imobiliário e, segundo ele, o “grande barato” era o trabalho aos fins de semana, quando não precisava fazer o trabalho de escritório, e sim vestir uma roupa de super-herói.
“Eu, vestido de Robin, outro boy, vestido de Batman, e a secretária, de Mulher-Maravilha, subíamos em um caminhão e fazíamos promoção imobiliária na periferia”, diz.
Foi aí que Eugenio foi “fisgado” pelo setor. “Gostava dos interlocutores, do momento da venda. Me apaixonei por isso, por ver as famílias realizando o sonho de comprar um imóvel”, conta. A visão da “emoção” da compra foi a sorte de Eugenio e o que fez com que ele visse no mundo imobiliário um mercado promissor. O setor não era exatamente o mais “pulsante” do país. Na década de 1980, esse mercado era desprezado, considerado desinteressante, por ser uma indústria de varejo rápido e difícil.
“Era também um mercado duro, bruto, despreparado. Não havia banheiros nos estandes de vendas, por exemplo. Maquete, material gráfico, nem pensar”, conta.
Além disso, o setor passava por uma crise financeira, cujos financiamentos tinham juros de 40% ao mês, e de imagem, em que as empresas não cumpriam os prazos, as entregas. “Algumas deixaram o consumidor na mão.”
A crise foi a oportunidade. De office boy, Eugenio já havia passado por todos os estágios dentro da mesma agência até se tornar diretor de arte, aos 17, e, aos 19, receber a notícia de que a Nova Mídia deixaria de atender as contas do mercado imobiliário.
Com a lacuna deixada pela agência - e já existente no mercado -, veio a idéia de montar uma agência própria, especializada no setor. Era 1989, quando nasceu a Eugenio “em uma mesa de cozinha”.
“Um cliente da Nova Mídia, a Schahin Cury, me propôs trabalhar para eles. Eu era um menino de 19 anos enfiado em um terno, não tinha como garantir meu trabalho. Então chegamos a uma conclusão: eu ganharia pelo sucesso de vendas dele.”
O acordo com o primeiro cliente rendeu a Mauricio Eugenio um modelo de trabalho que usa até hoje: o pagamento pelo número de unidades vendidas. Como o objetivo do mercado imobiliário é a venda rápida, uma campanha longa, objetivo dos publicitários, não faria sentido. Em contrapartida, Eugenio fez uma série de exigências, como finalmente a inclusão do banheiro no estande, entre outras.
A interferência nas decisões do cliente continua até hoje. As agências do grupo Eugenio seguem o preceito de que devem ajudar a melhorar o produto ofertado. Isso significa que os publicitários podem sugerir inclusive equipamentos nos empreendimentos.
“Fazemos pesquisa e vemos o que é importante para o consumidor. Para a terceira idade, por exemplo, a grande febre é hidroginástica. Então, sugerimos para alguns condomínios a construção de piscinas adequadas”, diz.
O último ano foi decisivo na carreira de Mauricio Eugenio. O empresário, que abriu sua agência em um momento de crise, passou a viver um momento inimaginável há duas décadas: o “boom” imobiliário, de verbas “muito generosas”, que fez com que a agência crescesse 400% em 2007 em relação a 2006.
Foi necessário fazer uma reestruturação, reorganizar as agências, e criar uma nova, para abrigar todos os clientes que não são do setor imobiliário. Assim, o grupo Eugenio encerrou o ano de 2007 com cinco agências, um faturamento de R$ 80 milhões, uma média de mil trabalhos por mês, e grandes empresas como Tecnisa, Klabin Segall, Rossi Residencial, WTorre e Odebrecht na carteira de clientes.
Para o futuro, a projeção é triplicar as operações até 2012. “E zerar o hodômetro. É importante olhar para o mercado de uma forma zerada. É muito fácil entrar na zona do conforto, então não sinto que temos sucesso”, diz o publicitário com “cimento correndo nas veias”, em uma das salas do seu andar em um dos edifícios mais modernos do país, o primeiro com tecnologia sustentável, em um bairro nobre de São Paulo.
Pro pessoal que sintonizou (ou acessou) na rádio cesumar hoje segunda-feira (Dia 12 de maio), as 20:45, fica aqui o nosso pedido de desculpas. O programa que era pra ser veículado acidentalmente foi trocado. Em outras palavras, o programa da semana passada foi reprisado. Com isso, o programa inédito que era pra ter entrado no ar hoje com o tema Publicidade na Moda, fica para a próxima seunda-feira.
Na próxima quarta-feira e na próxima sexta-feira, teremos a reprise dos primeiros progamas, sobre publicidade na internet, e mídia interna.
Pedimos mais uma vez desculpas pelo ocorrido. Lembramos que a rádio cesumar opera na frequência 94,3fm na região de Maringá, e pra quem mora longe não deixem de acessar o site da rádio http://www.radiocesumar.com.br
» Tema: Campanhas Promocionais
» Participantes: Felipe Agnello, David Lineu, João Paulo Benassi e Vinicius Machado
» Coordenação: Afrísio Lucas Junior
» Local: Rádio Cesumar Maringá (94,3 FM)
» MATÉRIA COMPLETA CAMPANHAS PROMOCIONAIS
As campanhas promocionais existem para estabelecer uma ligação entre cliente e produtos, na maioria das vezes, aumentando e muito a venda desses. Quem não se lembra das campanhas da Elma Chips com os famosos Tazos, os brindes do kinder ovo, ou dos bichinhos da Parmalat na década de 90? Essas foram algumas campanhas promocionais que marcaram época e aumentaram muito as vendas de suas fabricantes, por isso estaremos analisando-as e entendendo-as.
ELMA CHIPS E OS TAZOS
Os Tazos (também chamados de Zap’s) eram pequenos discos colecionáveis que foi uma verdadeira febre no Brasil e Portugal na década de 90. Era muito comum a prática de aposta de tazos entre crianças. Existem vários tipos de tazos: voadores, master-tazos, metalizados, refletivos, Spiners (tazos que se transformam em peões), etc. Várias coleções de tazos foram lançadas pela empresa Elma Chips, e também pela marca de chiclete Ping Pong.
Alguns exemplos de coleções de tazos, e seu ano de produção:
* Looney Tunes - Elma Chips (1997)
* Animaniacs - Elma Chips (1997)
* Tiny Toon - Elma Chips (1997-1998)
* Máskara - Elma Chips (1998)
* Animais em extinção(Ping Pong) - Ping Pong (1998-1999)
* Pokémon - Elma Chips (1999-2000)
* Cartoon Network - Elma Chips (2002)
* Yu-gi-oh! - Elma Chips (2004)
* Dragon Ball Z (Spiners) - Elma Chips (2005)
Com certeza o lançamento da campanha dos Tazos, foi uma grande jogada publicitária que teve um retorno positivo e é lembrada até hoje despertando o interesse pela compra do produto principalmente pelos Brindes contidos. A venda da Elma Chips aumentou em 100% nessa época. Um excelente motivo para que a campanha fosse repetida e copiada.
Logo após o sucesso dos tazos, a Elma Chips lançou outras campanhas, como a da Família Adams, onde os brindes eram pequenas partes de do corpo, como mão, orelha, olhos, etc. Atualmente, a Elma Chips trabalha com a promoção Draco-Mania, que são cartas de RPG de dragões que tem sua força mostrada em números. Lembrando que todos esses brindes vêm dentro dos salgadinhos Elma Chips.
KINDER OVO
Kinder Ovo (português brasileiro) ou Kinder Surpresa (português europeu), também conhecido popularmente em Portugal por Ovo da Kinder, é um produto alimentar e uma marca registrada italiana da empresa Ferrero, é comercializado em vários países do mundo. Pertence à linha infantil Kinder Ferrero que também comercializa barras de chocolate e outros produtos como Kinder Bueno ou Kinder Happy Hippo. É um chocolate em forma de ovo, com parte externa sabor a chocolate ao leite e interna chocolate branco. Contém um brinde surpresa no seu interior, que, por muitas vezes, é a parte preferida pelos compradores.
Tem origem na Itália, onde apareceu pela primeira vez em 1974. A empresa estabeleceu-se, principalmente, na Europa, ainda que tenha, também, uma presença significativa nalguns países da Oceania, América Latina e na Rússia. Além dos vários brinquedos, é lançado, frequentemente, coleções de figuras pintadas à mão com um determinado tema e por tempo limitado, como a recente série d’Os Simpsons, lançada na Alemanha. Nos últimos anos também se introduziram “surpresas da Internet” que consistem num código, fornecido ao lado da surpresa que vem nos ovos da Kinder, deverá introduzir-se o código no sítio da Internet da Kinder, onde normalmente abre um mini-jogo.
Como muitos produtos da Ferrero, o Kinder Surpresa não se comercializa durante o Verão, em vez disso, é substituído por um produto chamado Kinder Joy. O Kinder ovo já custou menos de 1 real, mas hoje passou dos 2, chegando, em alguns casos, ao valor de 3 reais. Sendo tão caro, tornou-se num produto de luxo, restrito a uma parcela muito limitada da população. Por esse motivo, muitas crianças e antigos fãs do produto deixaram de consumi-lo.
Em termos de mercado, o Kinder ovo proporciona muito mais que um bom sabor, o legal é você abrir o ovinho e ter aquele momento mágico de descoberta do brinde, semelhante ao que as crianças sentem na páscoa ao abrir o ovo. Inclusive na páscoa o brinde é mais atrativo por que ele é maior.
LEITE PARMALAT
Parmalat é uma empresa italiana de produtos alimentícios. Foi fundada por Calisto Tanzi em 1961 na cidade de Parma. Foi uma grande empresa européia de produtos lacticínios antes de a justiça italiana declarar sua falência em dezembro de 2003. Ficou bastante conhecida em todo o mundo por patrocinar grandes clubes de futebol e de elaborar modelos de co-gestão, contratando grandes jogadores para suas equipes.
Em 1997, Nizan Guanaes criou a campanha “Mamíferos” para a Parmalat. Foi um marco na publicidade brasileira e distribuiu em três anos mais de 15 milhões de bichinhos de pelúcia. A campanha foi interrompida, pois era uma edição limitada. Na época a revolta dos consumidores foi tanta (para completar sua coleção), que a Parmalat foi obrigada a voltar coma campanha por mais um tempo. A música da campanha era cantada por crianças vestidos de mamíferos, e era a seguinte: (Veja também o vídeo).
O Elefante é fã de Parmalat
O Porco cor de rosa e o Macaco também são
O Panda e a Vaquinha só querem Parmalat
Assim como a Foquinha o Ursinho e o Leão
O Gato mia
O Cachorrinho late
O Rinoceronte só quer leite Parmalat
Mantenha o seu filhote forte “vamo” lá
Trate seus bichinhos com amor e Parmalat
Tomou?
Em 2007, a agência África, do mesmo Nizan Guanaes, criou a campanha de volta dos bichinhos, só que agora crescidos. A intenção dessa campanha era mostrar que, assim como as crianças que fizeram os comercias na época e hoje estão grandes, a família de leites da Parmalat também cresceu, e os seus personagens cresceram justamente por tomarem o leite. Só que dessa vez, a Parmalat focou-se em sua família de leites Premium que já somam 15% do faturamento na venda de leites da empresa. (Veja o vídeo também)
COCA-COLA
Outra grande criadora de campanhas promocionais é a Coca-Cola. Podemos citar aqui várias de suas campanhas, como iô-iô, Cds, Futcards, Garrafinhas em miniatura, entre muitos outros. Mas uma das campanhas que fez maior sucesso foi a dos geloucos, que são aqueles pequenos monstrinhos de acrílico que a gente trocava por um número “X” de tampinhas. Esses podiam ser colocados no freezer e usados como gelo posteriormente.
A Coca-Cola sempre fez e continua fazendo esse tipo de promoção para que seus consumidores comprem, e assim eles podem trocar por um brinde. Essas campanhas na maioria das vezes são um sucesso de participação do publico. O que gera um grande retorno. Só por curiosidade os geloucos são da década de 90 e hoje são vendidos no mercado livre por cerca de 50 centavos cada, para as pessoas que querem completar suas coleções.
Não há dados concretos de quando a Coca-Cola aumenta seu faturamento na época dessas campanhas, mas devido à freqüência que são feitas, pode-se imaginar que são bem lucrativas. Haja criatividade para os publicitários.
MCDONALDS
McDonald’s é uma empresa responsável por uma rede internacional de restaurantes cuja atividade é conhecida como fast-food, é também a maior rede de fast-food do mundo. A expressão também se refere à marca desta empresa, a qual a transcende e revela-se inserida na cultura de massas contemporânea. A rede foi fundada em Abril de 1955, em Illinois, nos Estados Unidos da América. Atualmente ela vende cerca de 190 hambúrgueres por segundo no mundo, sendo que uma nova loja é inaugurada a cada dez horas. Entre 1955 e 1993, as suas 14 mil lojas venderam 80 bilhões de sanduíches. Juntamente de marcas como Coca-Cola o McDonald’s é considerado um dos mais disseminados símbolos do capitalismo internacional. Seu produto mais famoso é o lanche conhecido como Big Mac.
No Brasil, o McDonald’s instalou-se primeiramente em 1979, no Rio de Janeiro, e dois anos depois em São Paulo. Em 2005, as vendas de Big Mac ultrapassaram 53 milhões de unidades. A rede tem 1.146 pontos-de-venda no País e está presente em 21 Estados, além do Distrito Federal. São 544 restaurantes e 602 quiosques, por onde passam cerca de 1,5 milhões de clientes por dia. O McDonald’s é um dos maiores empregadores do Brasil, com 34 mil funcionários. A maior campanha promocional do McDonald’s com certeza é o McLanche Feliz. Em 1979 o McLanche Feliz, ou, “Happy-Meal” entrou no cardápio nos Estados Unidos, e em 1993 no Brasil.
De lá pra cá, o número de brindes que existiram na campanha do Mclanche feliz são quase incontáveis. Tivemos desde os personagens da turma (Ronald McDonald e outros) até os idogs que foram recentemente lançados. Esses brindes incentivam particularmente as crianças a comprarem o lanche, não por causa de seu sabor, mas especificamente pelos brindes. Porém, em 2007 a história do McLanche Feliz mudou um pouco no Brasil. Pressionado pelo Ministério Público Federal, o McDonald’s concordou em passar a vender o brinquedo que acompanha o McLanche Feliz sem a necessidade da compra do sanduíche.
A ação do Ministério Público em São Paulo ocorreu após o recebimento de reclamações de pais que se sentiam obrigados a comprar o lanche quando seus filhos queriam apenas o brinquedo. A rede de lanchonetes assinou um termo de ajustamento de conduta em que se compromete a implantar o novo sistema de venda dos brinquedos. Caso descumpra o termo, o McDonald’s ficará sujeito a uma multa diária de R$ 100 mil.
Segundo o Ministério Público, o prazo de nove meses foi concedido à empresa devido a questões operacionais, como a necessidade de encomendar os brinquedos com uma antecedência de seis meses, renegociar contratos e treinar empregados, entre outras coisas.
Procurada, a assessoria de imprensa do McDonald`s não esclareceu quais os preços que serão cobrados pela venda avulsa dos brinquedos. Além disso, a empresa também não quis comentar o acordo assinado com o Ministério Público. Em outras palavras, o McDonald’s além de vender lanches, venderá brinquedos.
CONCLUSÃO
É fato, que os brindes são um grande chamariz para grande parte das vendas de produtos. As campanhas promocionais marcam época para as crianças, e aumentam muito o lucro das fabricantes. É por isso que as empresas não param de criar promoções envolvendo brindes, é uma tendência que não vai parar tão cedo.
A executiva americana Shelly Lazarus, presidente mundial da agência de publicidade Ogilvy & Mather Worldwide, é uma mulher acostumada às altas esferas do mundo dos negócios. Da sede da agência, em Manhattan, ela comanda um conglomerado de comunicação com sete empresas e 15 000 funcionários espalhados por 125 países, a quinta maior agência de publicidade do mundo, que faturou 2 bilhões de dólares no ano passado. É Shelly quem dá a opinião final sobre praticamente todas as decisões estratégicas nas quais a Ogilvy está envolvida sejam elas o processo de construção da marca Johnson&Johnson no mercado chinês ou os planos de marketing digital da Unilever. Nos 12 anos que está à frente da agência, construiu uma notável rede de relacionamentos da qual fazem parte Jeff Immelt, presidente da General Electric, Lou Gerstner, ex-presidente da American Express e da IBM e atual presidente do conselho de administração do Carlyle Group, e Charles Prince, da Johnson&Johnson. Além de comandar a Ogilvy, Shelly participa dos conselhos de administração da GE e do laboratório farmacêutico Merck onde convive com executivos estelares, como Andrea Jung, presidente da Avon, e Alan Lafley, da Procter&Gamble. Por manter tais redes de influência, há dez anos Shelly Lazarus figura na lista das 50 mulheres de negócios mais poderosas dos Estados Unidos, produzida pela revista Fortune. “Adoro atuar em conselhos, pois isso amplia meus horizontes em questões pouco comuns no dia-a-dia da publicidade, como negócios em escala global, manutenção de talentos ou estratégias de pesquisa e desenvolvimento”, disse Shelly em entrevista.
A capacidade de relacionar-se com quem interessa é uma das qualidades essenciais em um publicitário maior relacionamento com exe cutivos poderosos significa maiores chances de atrair e manter clientes. Shelly levou essa espécie de mandamento ao paroxismo. Sua proximidade com Lou Gerstner, o mitológico executivo que reergueu a IBM no início da década de 90, foi de grande valia em uma negociação que acabou por concentrar na Ogilvy a conta publicitária da IBM, antes dispersa por quase uma dúzia de agências feito que injetou, de uma hora para outra, 700 milhões de dólares na movimentação anual da agência e pavimentou sua nomeação para o posto de presidente, em 1996. “Uma das lições que aprendi com Lou Gerstner foi estabelecer uma estratégia e não desviar dela em hipótese alguma”, costuma dizer. O jornal The New York Times certa vez definiu Shelly como uma suit (executiva, no jargão publicitário) com “gigantesca habilidade de cultivar e manter relações pessoais, capaz de transitar com desenvoltura entre incontroláveis talentos criativos e sofisticados jantares com clientes”. No entanto, mais do que exercitar seu traquejo social, Shelly tem demonstrado um notável talento na condução da Ogilvy num período complicado exatamente o que fizeram muitos de seus amigos presidentes, como Gerstner.
As grandes multinacionais da propaganda vivem um momento decisivo. Com estruturas hipertrofiadas e culturas corporativas praticamente fossilizadas por décadas de domínio do mercado publicitário, se vêem, simultaneamente, pressionadas por resultados pelos clientes e acuadas por agências menores e mais ágeis. Novas mídias, como internet e telefonia móvel, têm forçado as agências a rever suas antigas estratégias pesadamente focadas em televisão aberta. Sob a direção de Shelly, a Ogilvy mudou o tratamento dispensado aos diferentes meios de comunicação e rompeu barreiras que pareciam intransponíveis. “Hoje, não existe distinção se vamos falar com o consumidor pela internet, pelo celular, pela televisão ou por uma sacola distribuída no supermercado. Procuramos simplesmente o melhor meio para atender à necessidade do cliente, e toda a equipe trabalha em conjunto nisso”, diz. Os resultados já são perceptíveis nos números da agência: 56% do faturamento é proveniente de estratégias centradas em novos meios de comunicação, ante 44% em meios tradicionais. Uma dessas iniciativas foi a campanha Evolution, criada para a linha de produtos Dove, da Unilever. Produzido com um orçamento de apenas 50 000 dólares, o filme foi exibido inicialmente no site da companhia, virou uma febre na internet, com mais de 500 milhões de acessos, e ganhou o Grand Prix do Festival de Cannes em 2007.
Sucessos como o Dove Evolution não são suficientes para garantir o futuro da agência, especialmente num momento de intensa competitividade no setor. Em julho, o segundo maior cliente da Ogilvy, a American Express, decidiu deslocar parte da conta para a Crispin, Porter + Boguski, uma pequena agência de Miami, considerada uma das mais criativas do mundo, especialmente em marketing digital. A mudança provocou uma medida drástica na Ogilvy: em janeiro, foram demitidos 10% dos quase 600 funcionários do escritório de Nova York para compensar a perda. A saída de parte da conta da American Express, para Shelly, é natural num ambiente em que os clientes procuram experimentar novas estratégias. Mas ela já deixou claro que isso não a impedirá de recuperar o que foi perdido.
As ações do Yahoo! estão em queda de 23% no pré-mercado da Bolsa de Nova York esta manhã, perdendo cerca de US$ 8,7 bilhões em valor de mercado, enquanto Wall Street reavalia a empresa de internet após a Microsoft ter retirado sua oferta de compra. Às 8h19 (de Brasília), eram cotadas a US$ 22,02, com queda de US$ 6,65 em relação ao fechamento de sexta-feira.
Os papéis do Yahoo! estavam valendo 33% a menos do que o preço de US$ 33 por ação oferecido pela Microsoft e considerado inadequado pela empresa. Mas o preço ainda estava acima dos US$ 19,18 que as ações custavam em 1º de fevereiro, quando a Microsoft apresentou sua oferta.
A valorização dos papéis do Yahoo! nestes três meses reflete a alta da bolsa no período, bem como a possibilidade de certos catalisadores, como um acordo entre a empresa e o Google para a terceirização dos anúncios em páginas de busca, uma eventual fusão com a AOL, da Time Warner, e o retorno das negociações com a Microsoft.
A Microsoft retirou sua oferta pelo Yahoo! no sábado, após o fracasso das negociações em torno do preço de venda da empresa de internet. A Microsoft recusou-se a oferecer mais do que US$ 33 por ação, enquanto o Yahoo! pedia US$ 37. Hoje de manhã, as ações da Microsoft subiam 4,65%, para US$ 30,60, enquanto muitos analistas diziam que a gigante do software havia sido prudente ao não elevar ainda mais a sua oferta. As informações são da Dow Jones.