Nova lei da ANVISA para propaganda de medicamentos

No dia 16/06/09 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no diário oficial as novas regras para a propaganda de medicamentos no país. Foram 180 dias de prazo para que as agências e anunciantes de todo o Brasil se adequassem a (RDC) Resolução de Diretoria Colegiada de número 96, criada em 2008.
Leonardo e Antonio Fagundes que se cuidem, ou melhor, Apracur e Benegripe. A ANVISA determinou no último dia 16/06 à proibição do uso de artistas indicando medicamentos em campanhas publicitárias. As ilustres celebridades não poderão mais mencionar os “benefícios” pessoais, e nem sequer sugerir o uso de medicamentos em quaisquer canais de mídia. Sua participação limitar-se-á a informar as indicações e demais características do produto comprovadas cientificamente, além de pronunciar uma das advertências previstas na RDC.
A ANVISA baseia tal restrição, no consumo indiscriminado e arriscado de vários medicamentos em circulação. A população acreditando nas celebridades automedicam-se. Os medicamentos, com a publicidade excessiva, passaram a ser notados como bens de consumo e não mais como remédios prescritos por especialistas. Extinguiram-se as reais necessidades de uso e seus componentes químicos ativos para valores agregados a esses produtos, muitas vezes de caráter emocional que cativam e estimulam o uso sem indicações médicas por parte dos consumidores.
Quanto ao uso de profissionais nas propagandas, também há restrições. As propagandas não poderão usar de profissionais de saúde com aqueles velhos e conhecidos jargões como: “recomendado por especialista”. Segundo a ANVISA, tais informações agregam valores que não são adequados para serem veiculados em propaganda, pois essas utilizam os canais de mídia totalmente para fins comerciais. No entanto, se o profissional quiser se arriscar e ceder seu nome e imagem a propaganda de determinado produto não há problemas, desde que os mesmos responsabilizem-se totalmente pelo conteúdo, incluindo seu nome e seu registro em sua área de atuação.
A lei sem dúvidas gera polêmica e diante disso o Publistorm.com foi ao Centro Universitário de Maringá e entrevistou estudantes da área da comunicação (publicidade e propaganda) e também da saúde (farmácia e enfermagem), além de professores de ambas as áreas, com o intuito de coletar opiniões sobre as novas restrições da ANVISA.
Ainda tentamos entrevistar diversos farmacêuticos nas maiores farmácias da cidade, porém sem sucesso. Com certo receio, os farmacêuticos, que em grande parte não são donos das farmácias em que trabalham, comentaram a lei sem gravar entrevista. A grande maioria acredita que tal proibição não diminuirá a venda de medicamentos, pois as necessidades dos pacientes não mudarão. No entanto acreditam que haverá uma mudança na escolha das marcas, uma vez que a exposição na mídia determina a lembrança de marca de certo medicamento.
Assista as entrevistas:














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Vlw