Comportamento do Consumidor

Olá caro amigo leitor. Meu nome é Felipe Agnello Ceranto, sou estudante do terceiro ano de Publicidade e Propaganda no Centro Universitário de Maringá, ou, Cesumar como é conhecido. Semanalmente, aqui no Publistorm.com, publicarei minha coluna sobre Comportamento do Consumidor.
Discorrer sobre o tema Comportamento do Consumidor é escrever sobre algo relativo à contemporaneidade. Nesse sentido, se analisarmos as mudanças ocorridas nas últimas décadas: sócio-culturais, a evolução tecnológica, comunicacional, econômica e principalmente as novas necessidades criadas a partir dessas mudanças tão drásticas e repentinas, vamos nos deparar com um consumidor cada vez mais volátil e dinâmico. De fato, o consumismo é fruto incontestável de uma sociedade capitalista. Saímos da idade média arrotando dogmas religiosos, que impediram o progresso da humanidade.
É fato que em meados do século XVIII, após a revolução industrial, o comportamento consumista do ser humano tomou rumos até então inexistentes. A revolução industrial desencadeou a produção em série , instaurando de certa forma a base capitalista que hoje conhecemos e transpôs assim as barreiras de consumo local para um mercado global.
O Comportamento do Consumidor passa a ser estudado por diversas áreas do conhecimento humano, da Psicologia à Economia. Podemos buscar em Freud e na psicanálise, por exemplo, a explicação do consumo através de desejos inconscientes, ou ainda na teoria das necessidades básicas elaborada pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Em suma são diversas teorias que exemplificam ou tentam explicar o comportamento de consumo humano. No decorrer das publicações nessa coluna farei uso de algumas dessas teorias com o intuito de embasar a explicação sobre o comportamento do consumidor atual.
Por ora, discorrerei um pouco sobre a atual era em que vivemos. Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm e Vice-Presidente da Young & Rubicam no Brasil, sabiamente assinalou em palestra proferida no último Festival Mundial de Publicidade de Gramado, que passamos por um período da história que podemos chamar de Tesarac. Tesarac é um termo cunhado por Shel Silverstein que descreve certos períodos da história onde ocorreram mudanças sociais, culturais e tecnológicas de forma significativa e inesperada.
Durante a “era Tesarac” a sociedade torna-se confusa e caótica, em busca constante por um padrão organizacional. Enquanto tal período não chega ao fim, ninguém é capaz de antecipar com sensibilidade, consistência e precisão, o que virá depois. Todas as revoluções que ocorreram nos últimos séculos e principalmente nas últimas décadas, proporcionaram o avanço extraordinário da computação, principalmente dos conceitos de redes virtuais e tem tornado a atual era um mar de novidades extremamente interessantes e inovadoras. Essas por sua vez, transformam o Comportamento do Consumidor. Se antes comprávamos um produto na loja da esquina, hoje o compramos via internet. O fato é que a grande maioria das organizações ainda não estão preparadas para tais mudanças, e aquelas que estão terão que reinventar-se, pois essas mudanças estão apenas no início.
Como nunca antes na história, o consumidor é quem dita as regras, escolhe o que comprar, como comprar, onde comprar, com quem comprar e até a que preço comprar. Com a internet e os diversos avanços das telecomunicações, as grandes corporações viram-se obrigadas a estudar o consumidor do século XXI, a ouvi-lo e atender as suas necessidades. Há inúmeras batalhas sendo travadas em mercados cada vez mais segmentados e personalizados que estão em busca de seletos grupos de compra. Hoje, cada consumidor é diferenciado e único e por isso, seu comportamento será o tema principal das colunas que aqui escreverei.
Conto com a participação do leitor, debatendo, criticando, sugerindo e principalmente interagindo com os assuntos apresentados. Concluindo, deixo-os com a extraordinária frase dita por Charles Darwin que penso, retrata muito bem a posição que devemos adotar numa época tão insólita e descomunal.
“Não são os mais fortes e nem os mais inteligentes de uma espécie que sobrevivem, mas, os que se adaptam e respondem melhor às mudanças.” (Charles Darwin)
Obrigado a todos. Até a próxima!
Felipe Agnello
felipeagnello@publistorm.com













