Enrique Bunbury 

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16.8.2012 - 18:27

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enrique bunbury

Já ouviu falar de Enrique Bunbury? Aposto que a maioria de vocês não faz nem ideia de quem seja, então vou comentar um pouquinho desse talentoso músico espanhol que eu venho ouvindo por um tempo. Enrique Ortiz de Landázuri Yzarduy começou sua carreira como lead singer da famosa banda espanhola Héroes del Silencio, em 1997, tornando-se conhecido no cenário musical espanhol e latino americano.Após sair do Héroes del Silencio, quando perguntado sobre a origem do apelido Bunbury em seu nome, o cantor afirma que vem de um livro do Oscar Wilde, The Importance of Being Earnest.

Nascido em 1967, a vida musical de Bunbury iniciou cedo, com apenas 12 anos quando comprou sua primeira guitarra elétrica e nos anos 80 já tocava em uma banda do colégio. Aventurou-se em outros instrumentos como a bateria e o baixo. Radical Sonora, seu primeiro disco, foi gravado em Los Angeles, Porto Rico e Guatemala, marcando a estréia dele como cantor solo em 1999. O som buscado era algo completamente diferente do que já havia criado na banda, misturando elementos de música eletrônica, árabe e tecno-rock psicodélico, como o Nine Inch Nails e o Depeche Mode. A crítica foi positiva, mas a maioria do público não gostou. A aceitação não vinha para o novo som de Bunbury e em seus shows sempre havia alguém no fundão que gritava para ele tocar os antigos hinos de sua antiga banda.

Isso levou Enrique a uma crise profunda, quase convencendo o artista a abandonar a vida da música:“Necessito um público que me faça crescer como músico, não que me faça tocar a vida toda as mesmas músicas, como fazia no Héroes”. Bunbury seguiu, dedicando-se ao segundo disco, Pequeño, repleto de uma sonoridade de cabaret e do mediterrâneo:“Me propus a fazer um disco como saísse, e saiu Pequeño. Tanto faz que não entendam. Quero fazê-lo e se tiver que me retirar, me retiro”.(CONTINUA)

El solitario

O apoio da indústria discográfica para seu segundo disco foi bem mais relativo, assim com a aceitação do público. Bunbury fez diversos shows, reconciliando-se com o público, ganhando disco de platina, concorrendo Grammys Latinos e tornando-se também conhecido na Argentina e no México. Depois do grande sucesso, Enrique foi para Tarragona para compor seu terceiro disco, Flamingos, de 2002, que levou 9 meses para sair, e contava com mais de 9 músicos e de 150 pistas de áudio.

Em 2004 lançou seu quarto disco, El viaje a ninguna parte, duplo e recheado de diferentes influências ritmícas, como tango e blues. No ano de 2006, com Nacho Vegas e Paco el Loco, criaram outro disco duplo, El tiempo de las cerezas. Um ano depois, Enrique Bunbury voltou ao Héroes del Silencio, que fez uma turnê de muito sucesso, com um dos shows mais extraordinários da Espanha.

O quinto álbum de estúdio, Hellville de Luxe, de 2008, também foi um sucesso, rendendo dois bons anos de shows, como um concerto gratuito no Estadio Azteca, do México, para mais de 90.000 pessoas. Las Consecuencias veio em seguida, produzido pel próprio artista, lançado em 2010. Disco de ouro no México no primeiro dia de vendas, e número 1 da Espanha, tanto em CD’s como no digital. Um sucesso comercial impressionante, que nem o próprio artista esperava. Anntes de lançar o disco, ele achava que só os fanáticos de sua música iriam gostar: “Alguns poucos vão gostar muito, e outros muitos, pouco…É um álbum difícil, lento, íntimo…”.

Em 2011 foi a vez de Gran Rex, disco das gravações da última turnê de Bunbury, que com o áudio de 3 concertos lançou um CD duplo e também a versão em vinil, com 3 discos. O último disco de Bunbury, até agora, é Licenciado Cantinas, gravado no Texas. Segundo o artista uma nova etapa musical, deixando o que tinha feito até então, mas afirma que há 10 anos queria gravar algo assim e as circustâncias lhe disseram que esse era o momento certo. De 60 canções, escolheu 15 e montou um disco “conceitual” segundo o músico, com uma história dividida em 4 partes.

As produções de vídeo para esse último disco ficaram muito boas, inclusive com um média-metragem de 25 minutos, dirigido por Alexis Morante, que você também confere aqui. A agenda de Bunbury está lotada, com turnê no mundo todo e também vai passar na América Latina. No Brasil? Acho que não. Assim como Molotov, pouco conhecido por aqui. Mas empreste seu ouvido um pouquinho e veja o que acha do som de Bunbury. Confira!

Ánimas, Que No Amanezca

Licenciado Cantinas – O Filme

Llévame(Música do Filme)

Ódiame(Música do Filme)

Sácame de Aquí

El Club De Los Imposibles

El Extranjero

De Mayor

Los Restos Del Naufragio

Que Tengas Suertecita

Alicia (Expulsada Al País De Las Maravillas)

El Porqué De Tus Silencios

Lady Blue

E aí, leitor, o que achou do som de Bunbury?

Vinicius Alejandro

Apaixonado por música e cinema, busca o lado artístico em tudo o que faz, vê e ouve.

Vinicius Alejandro já escreveu: 475 artigos.

2 Comentários

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