Motos, Rock n’ Roll e Marketing!

Atualmente, resido na cidade de Maringá, no Paraná. A cidade é a terceira maior do estado, interior, com aproximadamente 350mil habitantes. É uma cidade ímpar no que diz respeito a qualidade de vida, tanto que já foi noticiada em revistas como a Veja sendo uma das melhores cidades para se viver do país. O público, também, é extremamente diferenciado. Em Maringá, segundo recentes pesquisas temos um enorme contraste com relação ao resto do Brasil no que diz respeito as classes econômicas.
Aqui, cerca de 40% da população constitui as classes A e B. Empreendimentos que funcionam muito bem em outras cidades, podem não funcionar aqui, e empreendimentos que funcionam majestosamente bem aqui, geralmente não funcionam em outros locais. Isso mostra como a cidade mercadologicamente falando, diferencia-se e necessita de uma adequação a cultura local.

Dados do IPC de Maringá, que mostram claramente como as classes AB são os maiores consumidoras de veículos.
No último sábado, dia 30 de Outubro, tive a oportunidade de participar de um evento interessante na cidade, por isso achei prudente contextualizar o leitor sobre o ambiente economico e cultural, para entendermos o comportamento do consumidor neste caso em específico.
Aqui, há uma concessionária de motos chamada Grupo Honda Freeway. A Freeway, como é conhecida, segundo minhas pesquisas é uma marca formada em 2001 que comercializa com exclusividade produtos e serviços Honda. Atualmente o grupo é formado por sete filiais no Paraná, sendo que em Maringá encontra-se a matriz do grupo.
Em Maringá, há um seleto e ao mesmo trampo grande grupo de motociclistas, e como já citado, grande parte desses constituem as classes A e B, que em suma, são consumidores que tem uma maior capacidade de compra, principalmente relacionado a veículos e motocicletas.
Culturalmente a motocicleta, principalmente as do estilo Harley Davidson e esportivas, são verdadeiros símbolos de rebeldia, liberdade, adoração ao asfalto e ao companheirismo de estrada, sem contar que esses sentimentos são aguçados ao som de muito Rock N’ Roll, e em muitos casos; bebidas, mulheres, etc. Criam-se verdadeiras legiões de adoradores de motos, que mesmo com a idade avançada ainda permanecem fiéis a seus gostos e suas ideologias.
Neste último dia 30 do qual comentei, a Freeway realizou um evento, ao lado de sua concessionária, voltado para esse público, o Freeway Rock Festival. Compareci ao local por volta das 15h. O calor era escaldante, cerca de 30º. Havia algumas tendas para abrigar o palco bem como as pessoas que estavam lá, porém, as motocicletas com certeza ganhavam a atenção de quem passava por ali. Eram inúmeras, de todas as marcas, tamanhos e cores. Como citei, a concessionária encontrava-se logo ao lado, suas vitrines eram aparentes.

Vitrines da Concessionária.

Palco do Freeway Rock Festival ao fundo.

Tenda Principal do evento.
O público presente era, em sua maioria, de idade mais avançada. Senhores de barbas brancas, coletes pretos, botas e aquela cara de motoqueiros malvados. Esse público, realmente encarna e cria verdadeiros personagens. O que chama a atenção, no entanto, é o poder aquisitivo desses. Pude reparar que grande parte desse público é proprietário de motos que tem valor mais alto em comparação com as motos de passeio que costumamos ver.


Nesse ponto, fica claro, a perfeita aproximação da marca Freeway com o público que ali estava. Enquanto as bandas tocavam muito Rock N’ Roll, ao fundo ouviamos barulhos de aceleradas das mais diferentes motos, mas que muitas vezes ultrapassavam o som das guitarras. O ambiente ali formado era totalmente propício as vontades e comportamentos do público, bem como os estimulava aos sentidos que aqui já citei, como liberdade, rebeldia, etc.
Através de um evento, cria-se a atmosfera perfeita de relação com a marca. Aproxima-se o público-alvo para a experimentação dos sentidos, impactando-o. Nesse momento ocorre a assimilação de bem estar ligado a marca, caracterizando uma verdadeira corrente de informações que começa a formar definições, pensamentos, críticas e avaliações da marca. É nesse ponto, que um bom evento pode cativar as pessoas, e principalmente os consumidores em potêncial ali presentes, o que pode gerar compras e consequentemente renda, sem contar o boca-a-boca que ainda é a melhor espécie de propaganda.
O consumidor de hoje, não se contenta em somente ter um contato visual com a marca, principalmente as que atribuem aspectos culturais, como as de motocicletas. Hoje, é necessário dar a possibilidade para que o consumidor experiêncie o que é a marca e seu valor, e nesse quesito, a Freeway está de parabéns.
É cabível de se imaginar um extenso planejamento envolvendo os dados psicográficos da região, bem como os costumes dos motoqueiros. Uma decisão acertada, que deve trazer muitos adeptos e possivelmente futuros consumidores.
Até a próxima pessoal.
Felipe Agnello
felipeagnello@publistorm.com














Pô cara eh isso mesmo, eu não conhecia o festival, fui nele e sai de lá com uma grande simpatia pela marca, sem duvida esta é uma ótima forma de aproximar a marca do consumidor e consolida-la em sua mente.
Pra Freeway este tipo de evento é só vantagens!