PODCAST - Publicidade Verde
PODCAST - PROGRAMA PUBLISTORM
» Tema: Publicidade Verde
» Participantes: Felipe Agnello, David Lineu, João Paulo Benassi e Vinicius Machado
» Coordenação: Afrísio Lucas Junior
» Local: Rádio Cesumar Maringá (94,3 FM)
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» MATÉRIA COMPLETA

PUBLICIDADE VERDE
A Publicidade Verde ou Marketing Verde é mais que uma tendência atual. As empresas no mundo globalizado de hoje, estão buscando mais do que nunca encaixarem seus produtos nos padrões atuais de mercado. E um desses padrões é justamente as dos produtos verdes. Os produtos verdes, em resumo, são os produtos ecologicamente corretos, que não degradam (ou degradam menos) o meio-ambiente desde sua produção ao momento em que vão para o lixo.
A discussão se baseia no porque dessa nova tendência de mercado. É fato de que os seres humanos passaram a se preocupar mais com o ambiente nesse século 21. Porém, as empresas têm usado dessa preocupação atual, para fazer a diferenciação dos seus produtos frente aos “novos” consumidores, e assim vendendo mais. Exemplificando, uma empresa de refrigerantes, pode receber um selo ou ser certificada de que seu produto é feito com materiais reciclados, que esses materiais são produzidos de maneira que não degradam o meio-ambiente, e depois que suas embalagens forem descartadas, essas terão um fim correto como reciclagem e outros. Os consumidores, vendo a atitude da empresa, deixam de consumir de outras para consumir da empresa ecologicamente correta.
É ai que a “Publicidade Verde” entra. As empresas, mais do que nunca tem anunciado em todos os tipos de mídia que seus produtos são ecologicamente corretos, e atraindo assim a atenção e o bolso do consumidor. É necessário, porém, colocar essa questão em perspectiva; o ato de se produzir um produto de maneira ecológica não é uma diferenciação, e sim uma obrigação que deveria estar sendo cumprida há tempos. A verdade é de que essas companhias aproveitam das falhas de fiscalização do governo e enquadram seus produtos como “diferentes” no mercado frente a outros que ainda não se atualizaram.
É prudente, porém, analisar de que esses produtos vêm para o bem, uma vez que nosso planeta mais do que nunca necessita do cuidado de todos. É fato segundo pesquisas, que o consumidor escolhe pagar mais caro por produtos ecologicamente corretos, e é isso que chama a atenção de inúmeras companhias que se enquadram nessa tendência. Esse número de companhias, não para de crescer, e com certeza vai haver muito mais nos próximos anos.
NEM TUDO É VERDE
Por outro lado, nem tudo é verde. Há um crescente número de empresas que apenas para seguir uma tendência de mercado, estão lançando campanhas a fim de persuadir o consumidor com seus produtos verdes, e na verdade não estão colaborando em nada com o meio-ambiente, em alguns casos a propaganda é até enganosa. Como exemplo, citamos a Petrobras. No dia 17/04/08, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) suspendeu a veiculação de dois anúncios publicitários da Petrobras por considerar que os comerciais passavam uma falsa idéia de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável do País. Foram suspensas as campanhas “Petrobras - Sonhar pode valer muito” e “Petrobras - Estar no meio ambiente sem ser notada”. A decisão do Conar foi tomada a partir de uma ação movida por entidades governamentais e não-governamentais, como as secretarias estaduais de meio ambiente de São Paulo e Minas Gerais, do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo e o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade.
Na ação, as entidades alegam que a Petrobras “afirma recorrentemente em suas campanhas e anúncios publicitários seu compromisso com a qualidade ambiental, com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. Entretanto, essa postura que é transmitida por meio da publicidade não condiz com os esforços para uma atuação social e ambientalmente correta”. Isso porque, dizem as entidades, o óleo diesel produzido pela estatal é um dos piores do mundo e contribui para piorar a qualidade de vida dos brasileiros.
Outra campanha que podemos citar aqui é a dos postos Ipiranga que há alguns meses lançou um cartão de crédito próprio, acompanhado de uma vistosa campanha de divulgação que, segundo publicitários, deve consumir algo em torno de 20 milhões de reais (a Ipiranga não revela o investimento). Ao usar o Cartão Ipiranga Carbono Zero para encher o tanque, o consumidor tem o compromisso da empresa de que árvores serão plantadas para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa do veículo.
Embora legítima e pioneira nenhuma concorrente da Ipiranga no Brasil ou no mundo tentou até agora colocar em prática uma estratégia para compensar o dano causado pelos consumidores finais de combustível, a iniciativa da companhia tem pontos vulneráveis. O primeiro deles é que, no afã de sair à frente das outras empresas do setor, a Ipiranga lançou o programa sem antes fazer um estudo para saber quanto ela própria produz de gases de efeito estufa.
A decisão tem um forte apelo de marketing, e é sempre melhor fazer algo nesse sentido do que não fazer nada. Mas os críticos, e quando o assunto é sustentabilidade e meio ambiente, eles são particularmente atuantes, alegam que a iniciativa da Ipiranga relega a segundo plano os danos causados pela própria companhia. Hoje, a Ipiranga conta com mais de 4 200 postos de gasolina espalhados pelo Brasil, e para abastecê-los utiliza 500 caminhões próprios e terceirizados, que cruzam continuamente ruas e estradas do país. Mensalmente, essa frota roda algo em torno de 2,5 milhões de quilômetros, o equivalente a cerca de 60 voltas ao redor da Terra.
Outra crítica feita por especialistas é que a campanha acaba funcionando como uma espécie de incentivo ao consumo de combustível. É provável que o principal objetivo de ações como a da Ipiranga não seja convencer o consumidor de que a empresa não tem nada a ver com os problemas ambientais do mundo, e sim apenas criar uma imagem positiva num mercado que cada vez mais se importa com esse tipo de questão.
AS ONGS
A tendência verde, em grande parte, pode ser atribuída à incansável luta de ONGs para proteger o meio-ambiente. Citamos aqui ONGs como o Greenpeace e o WWF. O Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amsterdã (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países.
Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável.
O Greenpeace busca sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. A atuação do Greenpeace é baseada nos pilares filosófico-morais da desobediência civil e tem como princípio básico o testemunho presencial e a ação direta.
Já o WWF (Worldwide Fund for Nature) é uma das mais conhecidas ONGs ambientalistas do planeta tendo iniciado suas atividades, em 1961, por iniciativa de um grupo de cientistas da Suíça preocupados com a devastação da natureza.
A partir da sede na Suíça a entidade se tornou uma rede mundial de defesa do meio-ambiente, com representações nos principais países do mundo. A rede é apoiada por pessoas de origens diferentes, preocupadas com o mesmo objetivo: garantir a preservação do planeta em que vivemos.
Com campanhas pela defesa do urso-panda na China. Hoje está em mais de 100 países, inclusive no Brasil, e atua na defesa das mais diferentes causas relacionadas com a natureza. Edita livros, revistas e cartilhas que ensinam a preservar o meio ambiente. Combate a destruição das florestas, a caça aos animais ameaçados de extinção, a poluição e o desperdícios dos recursos naturais.
É considerada hoje, umas das maiores e mais importantes ONGs. E é conhecida mundialmente pela a ajuda que presta a toda população.
Ambas as ONGs são ativas e fazem inúmeras campanhas Publicitárias Verdes, além de incontáveis protestos contra a degradação da natureza.
Um dos protestos que mais repercutiu na mídia, foi à veiculação de um comercial do Greenpeace sobre a Dove. A Dove em uma de suas campanhas alertava sobre o padrão de beleza que a mídia impõe as mulheres de hoje (veja a matéria e o podcast: Publicidade na Moda), mas ao mesmo tempo, degrada a natureza na produção de seus cosméticos, e o Greenpeace mostrou isso em uma de suas campanhas. Segue a baixo o vídeo das duas campanhas.
Campanha Dove
Campanha Greenpeace
MAIS VERDE, COM RESPONSABILIDADE
O verde, tanto na Publicidade assim como na vida das pessoas é realmente necessário, isso não temos dúvida. Já a responsabilidade com que essa idéia é passada, é o principal motivo de preocupação. A onda verde, não deve ser encarada apenas como uma tendência, e sim como uma obrigação. Além de reciclagem, produtos sustentáveis e renováveis, é necessário acima de tudo, conscientização.
A Publicidade como formadora de possíveis consumidores deve não só se preocupar na venda de produtos e mercadorias, mas no estabelecimento de uma ideologia verde. Cabe a nós publicitários comprarmos essa “briga” e não apenas levantar a bandeira como tendência e sim como um ato humano em um planeta que pede por socorro.
Já que o governo não faz seu papel (pelo menos no Brasil), é dever de todos os consumidores exigir produtos verdes, como já acontece em inúmeros países na Europa, como a Espanha com um índice de 83% de preocupação com o meio-ambiente, seguido da Rússia com 76% e da Alemanha com 73%. No Brasil, esperamos que as campanhas e as ações comecem a aparecer em maior número, mas com responsabilidade.



Garotos… vocês estão mandando bem.
É importante que as “pessoas” se concientizem da importância em olhar para si mesmas. Pensar como pessoa. Um feeling estratégico perfeito para ser mostrado por todo empreendedor.
Parabés!
Lucas
Garotos… vocês estão mandando bem.
É importante que as “pessoas” se concientizem da importância em olhar para si mesmas. Pensar como pessoa. Um feeling estratégico perfeito para ser mostrado por todo empreendedor.
Parabéns!
Lucas