
Sou um grande fã do J.J. Abrams. Primeiro, por ter sido o responsável pela produção da série de TV Lost, dirigindo inclusive o seu piloto, um dos melhores episódios da história da televisão, certamente. E somente isto já é fato suficiente para colocá-lo no meu grupo de pessoas admiráveis. Mas ele também criou Alias, uma das mais intrigantes séries, que particularmente gostava bastante. Co-criou Fringe, um dos projetos mais criativos da atualidade. No cinema, produziu Cloverfield, um dos meus filmes preferidos do gênero horror/mistério/documentário e dirigiu Star Trek, grandioso filme que me apresentou à mitologia da série.
Também, como não poderia deixar de ser, realizou alguns projetos questionáveis, tais como: Missão ImpossÃvel III, não tão ruim, mas desnecessário (como grande parte das continuações feitas no cinema), a série Six Degrees, essa sim, extremamente deficiente de qualidade e Alcatraz, uma das maiores decepções que já tive como espectador de televisão.Pois bem, dito tudo isto, quero agora me restringir ao seu mais recente projeto no cinema, o nostálgico e muito interessante SUPER 8.
SUPER 8 é, antes de qualquer coisa, uma grande homenagem aos cineastas e aspirantes a cineastas. O fio condutor da história é a criação de um filme, todo o seu processo, seu desenvolvimento, a aventura de se fazer e o resultado final obtido, e que, mesmo feito de forma amadora (e por crianças com seus 13, 14 anos de idade), lembra qualquer produção profissional (guardadas as devidas proporções). SUPER 8 também é uma homenagem, das mais belas por sinal, a filmes como Goonies e E.T – O Extraterrestre e lembrou-me um pouco de séries como Anos IncrÃveis, já que em todos os instantes do filme vemos amigos, ‘pequenos’ grandes amigos, pondo em prática muito dos pré-requisitos da amizade, do ‘ser amigo’; isto é algo que, para alguém com mais de 25 anos, é bem nostálgico.
Pode-se dizer que SUPER 8 é um filme onde a nostalgia sempre se apresenta, e não tem como não sentir. E é sim, um belo filme, talvez em um futuro próximo se transforme num clássico deste gênero, nunca se sabe. Possui deficiências, claro, não é uma obra perfeita, mas devo confessar que possuo um carinho especial por este filme e este sentimento vem se sustentando desde o ano passado, quando o vi pela primeira vez. Isso é um bom sinal.
Trailer Super 8
Super 8




Via@ | LuÃs Fernando Pereira
Cinéfilo de carteirinha, leitor de Bukowski, fã de Stanley Kubrick, apaixonado pelos Beatles, viciado em Lost.
Luis Fernando Pereira já escreveu: 67 artigos.











































