Usar ou não o Photoshop?

Por David Lineu Beltrão - quinta-feira , 4 de fevereiro de 2010 | 8:00

Na publicidade vivemos escutando que burlamos o real e o tornamos fictício no caso das imagens, só para provocar a vontade a compra e influênciar na escolha de um produto ou serviço. Isso ocorre muito em fotos de modelos, que muitas vezes viram bonecas e produtos quando vistos em um cartaz parece perfeito, mas quando comprado não tem nada haver.

A publicidade não é santa e não age só perante a verdade, eu mesmo sou vítima das imagens, principalmente na compra de um docê ou salgado. Achei interessante o que o editor e designer gráfico Matheus Jeremias Fortunato escreveu sobre o uso do Photoshop. Leiam a seguir:

Usar ou não usar o Photoshop em fotografias? Criar imagens que não existem, por meio de retoques extremos, é bom ou ruim? É certo ou errado? É ético ou não?

Na minha opinião, tudo o que é exagerado é ruim, seja retoques no photoshop, uma maquiagem de casamento (no rosto, não no computador), uma palestra muito demorada… É essencial saber a hora de parar ou de voltar um passo atrás.

Na fotografia de moda o uso de retoques acontece em 90% das capas de revistas, seja por vaidade da pessoa fotografada ou por incompetência do fotógrafo ou do retocador ou até mesmo da pessoa fotografada.

Não me entendam mal, o Photoshop é uma ferramenta maravilhosa e deve ser usada sempre. Para corrigir uma luz, tirar uma pessoa indesejada da foto, fazer um recorte, mudar a temperatura da cor, um estouro de flash na testa, até mesmo para adaptar a foto para uma boa impressão. O problema é que com o software nos sentimos poderosos demais, como se tivéssemos asas. E só existe uma coisa que pode corromper o ser humano mais fácil que o dinheiro: a sensação de poder.

E como dizia o velho tio Ben ao jovem Peter Parker, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. O segredo na computação gráfica, assim como no photoshop, é passar desapercebido e não aparecer. Quando atingimos esse nível podemos finalizar o trabalho, porque ele está excelente.

A dica que dou é que não fique direto no mesmo trabalho. Depois de algumas horas, pare, faça outra atividade ou até mesmo outro trabalho e volte nele só no dia seguinte, você será muito mais crítico ao observá-lo. Nossa visão não foi feita para encarar uma tela de computador durante muitas horas seguidas. As imagens do monitor são formadas por “pixels” ou minúsculos pontinhos nos quais os nossos olhos não conseguem manter o foco, necessitando focar e refocar continuamente. Isto provoca um stress dos músculos oculares, resultando na perda crítica de seu trabalho.

Por Matheus Jeremias Fortunato

O Publistorm viu em: www.tudibão.com.br

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5 Comentários
  1. anonimo permalink

    Olá! bom, é pouco o que tenho a dizer. Não concordo com seu texto, acho que ouve um desentendimento seu ao interpletar o texto do Fortunato. O PS é necessario, toda profissão possue sua ferramenta, você precisa vende seu produto, precisa trabalhar a imagem dele, o mercado de trabalho é competitivo, ou não? Vejo que sim, e complementando tudo que é demais faz mal, super manipular uma imagem vai deixa-la inrreal, você se diz vitima da propaganda, você como publicitario deveria saber que não é o cartaz que faz o produto, ele é apenas um chamativo.
    Desculpe dizer mas essa fraga te matou “A publicidade não é santa e não age só perante a verdade”
    Cara, você tem que denfender sua profissão, e não critica-la, esta insatisfeito com ela? se desepcionou com ela? Esta no curso errado? pensa melhor no que você disse, um bom profissional nunca diria isso, mesmo que fosse realidade, mas sei que não é, nunca seria Etico de sua parte dizer isso!
    Analise melhor suas escolhas, analise se esta no curso correto, pois você como um public deixou a desejar com esse seu texto.

    Obrigado

  2. Parto em defesa do autor, e meu amigo nesse instante.
    Quer dizer que por ser publicitário você deve se esquecer de valores morais e éticos? Quer dizer que por sermos publicitários deveremos acreditar na mentira de que 99% das imagens dos produtos não correspondem ao produto verdadeiro? Ora, se ser publicitário é viver em um mundo de mentiras como o que você propõe, acho que a ética é o que mais falta em ti.

    Lembro-te que antes de qualquer profissão, somos humanos e cercados de valores. A nossa profissão é sim persuadir e estimular a compra de qualquer produto ou serviço, e somos vítimas da Publicidade a todo instante, muitas vezes por desejos até inconscientes ou até desvios do que acreditamos ser felicidade para o consumismo. A realidade, é essa, queiram os publicitários ou não. É claro, há ressalvas para publicidades ideologicas que defendem causas justas como são as do Greenpeace ou WWF. Não questiono o porque cada um escolheu ser publicitário, só acho que temos que ser verdadeiramente dignos de aceitar o que nossa profissão faz e principalmente porque ela existe. Querendo ou não, vivemos em um mundo onde o consumo é peça chave, e o que fazemos é isso, incentivar o consumo, seja errado ou não. O direito de compra e disserniçaão desta cabe a cada sujeito, talvez ai, tenhamos nossa tranquilidade ao dormir a noite.

  3. Olá Anonimo. Agradeço o comentário feito, por participar de nosso blog e pelas dicas. “Apesar de ofensivo, aprendemos sempre com o olhar crítico de alguem”. Não interpretei o texto de Fortunato, coloquei meu ponto de vista sobre o assunto. O mercado de trabalho gradualmente torna mais competitivo e isso não envolve só a publicidade, mas todas as áreas. Sou estudante de publicidade e continuo sendo vítima dela, não foi um descuido escrever isso, pois sou ser-humano e como consumidor também sou atraído ou não por um cartaz, outdoor ou qualquer outra comunicação visual, seja quando estou com fome, ou quando desperta a vontade de comprar um produto. Sei observar quando a imagem é boa ou não pelo uso do PS, e principalmente que só serve como um chamativo. “A publicidade não é santa e não age só perante a verdade”, não concorda? é só parar um instante e olhar a sua volta. O mundo não vive só de maravilhas e boas ações. O consumidor hoje, exige muito mais e sabe o que é falso. Escolha, digo que são feitas por estapas da vida, no momento estou muito feliz e satisfeito com meu curso, não dei um tiro a cegas. Não pertenço aos grandes nomes da publicidade brasileira, e nem me coloco como um, me espelho neles, mas tenho minha personalidade e minha forma Ética de ser. Se fossem eles que tivessem escrito isso, você pensaria melhor em seus dizeres (talvez). E por falar em ética, poderia começar colocando seu nome, mesmo que fictício na próxima vez. Continue participando e fazendo ressalvas, sou um eterno aprendiz. Obrigado.

  4. José permalink

    Que que é esse “anonimo” pirando ali!?
    Enfim acredito eu que os meios justificam os fins, com algumas exceções, portanto se para conseguir com que o consumidor se sinta atraído pela sua propaganda você tenha que deixá-la 99% Ps e 1% real, fazer o que né? Afinal essa é sua missão, e também uma imagem não obriga ninguém a nada, apenas induz, logo se a pessoa vai seguir ou não o apelo feito pela imagem isso é problema dela.

  5. Obrigado pelo comentário José. Continue acompanhando o Publistorm
    Abraço.

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